Legacy of Peace

 
InícioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se

Compartilhe | 
 

 1a História Solo - Dipe

Ir em baixo 
AutorMensagem
kirx
level 4
level 4
avatar

Mensagens : 489
Data de inscrição : 11/11/2009
Idade : 37

MensagemAssunto: 1a História Solo - Dipe   Qua Dez 02, 2009 9:56 am

Cidade de Bringstom Centro : 8 da manhã


Narrador: Ainda é cedo na cidade, e as ruas de Bringstom já estão movimentadas, carros enfileirados um atrás do outro, buzinas e xingamentos já são possíveis de serem ouvidos, nas calçadas pessoas passam por todas as direções, em seus rostos o desânimo por mais um dia de trabalho, por mais um dia lutando por algo que não sabem se vale a pena, por mais um dia na faculdade, por mais um dia e por mais um dia.

De dentro do ônibus Dipe observa as feições das pessoas e fica imaginando como que todas elas vão levando suas vidas, parecem não se importar com mais nada, apenas com sí próprias, observa uma pessoa comendo um lanche e jogando papel no chão, pessoas conversando animadas e quando vêem um mendingo pedindo esmola fecham a cara como se não "pudessem” ou não tivessem nada a oferecer.
Ricos, pobres, mendigos, uma mistura de classes, um contraste tão nítido e tão visível, as diferentes classes sociais de Bringstom se pareciam com as cores, tão visíveis tão diferente uma das outras e cada uma com o seu respectivo valor, ora sozinhas, quase sempre misturadas.

No banco ao lado sua mala de viagem, podemos ver duas telas semi-prontas apoiadas no encosto, uma pequena maleta com alguns pincéis saltando pra fora dela, Dipe está de volta à cidade depois de passar alguns dias fora de toda aquela agitação e tumulto, o que ele mais gostava de fazer, se afastar de tudo e retratar o que ele conseguir ver, da sua maneira.
Sentado naquele coletivo, as freiadas bruscas do ônibus já o estavam irritando e uma senhora no banco de trás já reclamava do calor que supostamente iria fazer à tarde

Dipe : < Como reclamam, olha essa velha !!! > “ Já sei !! “

Narrador: Dipe pega suas coisas e dá o sinal, estava próximo do seu destino e decide ir o restante a pé, parecia não querer se irritar logo pela manhã. Segue pelas ruas e desvia-se do caminho, está agora seguindo para um parque.

Dipe : * Joga as malas no chão * “ Ahhhh, as pessoas poderiam vir pra cá mais vezes, longe daquela loucura, com certeza se sentiriam melhores e mais bem humoradas.

*Se lembra da velha reclamando dentro do ônibus * “ Meu Deuss, hoje vai esquentar deNOOVO HEIN !! Num guento mais isso !! “

Dipe: “ Há, melhor que fiquem por lá mesmo “
* senta no chão, se encostando numa arvore *

Narrador : Depois de um tempo Dipe pega um bloco de folhas e começa a esboçar alguma coisa, seus olhos estão focados mais a frente, um lago que se estende até o horizonte, dali junta-se com algumas árvores. Dipe fecha os olhos e parece imaginar algo.

Dipe : “ Isso hehe...era assim mesmo !!” * rabisca , rabisca *

Narrador: No seu desenho junto às arvores, agora surgiam montanhas, elas não estavam na paisagem real, mas Dipe estava criando, juntando com outras formas que havia notado pela viagem, das montanhas surgiam castelos de nuvens que pareciam tomar formas, para quem parasse pra observar era possivel descobrir desenhos nelas, animais e formas distintas daquele desenho que nascia atráves das mãos de Dipe, seu olhar se desvia.

Dipe : * Hã ?!! * “ O que é aquilo ? “

Narrador : Era o que Dipe estava procurando há um tempo, uma parede inclinada seguindo alguns metros a frente e depois continuava na vertical , o que lhe seria útil era somente aqueles poucos metro de inclinação, depois dali é o que iriamos descobrir.

Dipe : “ Há, acho que dá pra testar aqui “ * Guarda as folhas e se alonga um pouco *


Narrador : Uma leve brisa agita as folhas das árvores, Dipe calcula a distância exata e dispara em direção à parede inclinada, estava disposto a treinar seu novo movimento. Segue correndo pela inclinação na direção da parede vertical.
Dipe aumenta a velocidade e pisa na parede, escorregando em seguida.

Dipe : “ Ahh!! tsc...vamos denovo !! “
* se levanta e volta pro lugar onde estão suas coisas *

Dipe : < Talvez se eu virar um pouco mais o pé na hora que chegar na parede... >
* parte em disparada *

Narrador : Dipe percorre novamente a parte inclinada com facilidade, usando-a apenas como impulso para continuar a correr pela parede vertical, dá o primeiro passo e vira o pé levemente apoiando toda a sola na parede, consegue dar um próximo passo quando sente seu corpo pesar pra baixo, interrompendo o movimento.

Dipe : “ Uhhh !! Hehe, acho que é por ai “ * batendo na calça pra tirar a sujeira *

< algumas pessoas que passam pelo parque observam Dipe, parecem achar estranho alguém querer correr pela parede, o que é mesmo um tanto curioso >

Narrador : Dipe parece não se cansar, já está na sua décima quinta tentativa e seus olhos continuam focando a parede, parece imaginar o movimento que precisa ser feito. Tenta se concentrar ao máximo, mas ao fundo ouve muitas vozes e barulhos


- ÓÓÓlha o algodão dooce !!

- Sorvete, sorveeete, sorvete, ó ô sorvete !

- Meu...porque ele quer correr pela parede ? < esse é o comentário que mais lhe incomoda >

Resolve descansar um pouco e deixar de ser a atração do parque daquela manhã por um momento.

* Abre a mochila e tira um sanduíche de dentro dela *


Dipe: “Humnn nossa!! 11 horas já ??? Logo isso aqui vai se enxer de gente”

Narrador : Aquele parque dava passagemm para outros lugares da cidade, muitas pessoas na hora do almoço trafegavam por ali, ora para descansarem, ora pra chegarem até o outro lado, era comum também encontrar muitos estudantes cabulando aula por ali e mães passeando e brincando com seus filhos, Dipe termina seu lanche e permanesse ali observando as pessoas.


* pega o bloco de folhas *


Dipe : “ Que menino engraçado, aquele avião de isopor é maior que a cabeça dele haha, preciso registrar isso....”


* risca, risca..observa.....apaga...risca *



Narrador : A criança de aproximadamente 5 anos, estava ali brincando com o seu aviãozinho de isopor jogando-o contra o vento, na tentativa de fazê-lo voar. Cada vez que jogava, o avião voltava na sua direção contrariando a sua intenção. Aquilo parecia divertir a mãe. Dipe permanecia atento tentando registrar aquele momento.

Como que por magia, um vento mais forte sopra e a criança olha pra Dipe parece ter adivinhado sua presença ali sentado no chao entre as àrvores. Certo de que Dipe a observava ela então se vira na direção que o vento soprava e lança o avião. Este ao sair de suas mãos logo alça voo subindo alguns metros do chão e voando adiante arrancando aplausos da mãe.

Dipe : * surpreso * < É ISSO !!! >

* A criança volta a brincar como se nada tivesse acontecido *

Dipe : * agitado * ” Então é isso, vamos lá tentar mais uma vez ”

Narrador : Dipe levanta-se e permanece parado se concentrandoe no que deveria ser feito, não queria sorvete, nem algodão doce, precisava tirar todas aquelas vozes da sua cabeça e continuar focando a intuição que teve. Permanece assim por alguns minutos.


Dipe corre mais uma vez em direção a parede vertical
Passa pela inclinação e agora dá o primeiro passo

Dipe : “ Agora !!”

*Dá o primeiro passo na parede e impulsiona o corpo para cima, sente sua perna esquerda seguir livremente dando um segundo passo, força a perna mais um pouco e consegue o terceiro passo, busca um novo impulso apoiando o pé na parede brigando com a gravidade que o empurra para baixo, Dipe consegue o quarto passo na parede vertical, pulando em seguida em direção a grama *

Dipe : “ AHHh, Consegui Hahaha !!” * a criança parece observá-lo e sorri*

< Tudo está na velocidade do inicio e no impulso de cada passo, o equilibrio do momento vai sendo melhorado enquanto vou praticando, preciso treinar isso e anotar claro hehe >


Narrador : Dipe volta para as suas coisas e começa a arrumá-las, parece ter encerrado seus afazeres por ali, tenta achar a criança que estava por perto para lhe entregar o desenho,mas não a encontra. Segue mata adentro, indo novamente em sentido contrário da sua casa.

Dipe : “ Tchuru humn hnn “
* olha para trás observando o quão havia se afastado da área por onde as pessoas trafegavam* < humnn, acho que por aqui está otimo >

Narrador : Dipe havia entrado numa área restrita do parque, pretendia continuar com o seu treinamento, porém desta vez longe das outras pessoas. Dipe permanece em silêncio e com os olhos fechados, se concentrando e aguçando ainda mais os seus sentidos. Parece que algo o incomoda, decide permanecer atento, afastando por hora aquela sensação de perto.

Num movimento rápido, Dipe salta sobre o tronco da árvore ao seu lado e sobe rapidamente pela sua extenção, alcançando um galho ainda mais alto ficando agora bem longe do chão.

< Dipe segue concentrado e pula de uma árvore para outra, se equilibrando entre os galhos, pula indo em linha reta, outras vezes corre pela extensão do galho saltando para as árvores ao lado>

Narrador : Dipe segue avançando cada vez mais para dentro da mata, mantendo o equilibrio entre os galhos quando sente algo.

Dipe : * atento * “ Ei, o que que é isso ?!!”

*Se agacha encima de um galho e passa a prestar atenção no que acabou de sentir, porém seus instintos já lhe disseram do que se tratava *


Dipe: “Duas pessoas ? Pessoas ??! mas....que presença estranha....”


Narrador: Dipe consegue sentir da onde a sensação está vindo e se direciona para lá sorrateiramente por entre os galhos. A presença vai aumentanto à medida que Dipe avança pela mata, até que então consegue um lugar que lhe permite ver com mais clareza

Dipe : “ ...o que pode ser isso ??!!!” * tira algumas folhas da frente do rosto *

Narrador : São duas criaturas que Dipe não consegue identificar de onde são, sua aparência e movimentos diferem de tudo o que ele já viu antes, estão vestidas com um uniforme aparentemente militar de cor escura, e da onde está consegue ver uma espécie de medalha em cada um deles, não aparentam ter grande poder físico mas a maneira como se movimentam e olham tudo dá a impressão de que estao ali estudando e recolhendo amostras do local, pois arrancam plantas, pegam pequenas pedras e anotam tudo o que parecem achar importante. Dipe não consegue achar uma explicação pra aquilo, mas um sentimento de preocupação e mal estar começa tomar conta de sí. Seu semblante se torna sério e passa a observar tudo com mais atenção.

Permanece alguns minutos entre as árvores e folhagens e então resolve encerrar seu treinamento por ali, já havia visto coisas demais pra aquele dia.

Antes de deixar o local, Dipe pega seu bloco de folhas e rascunha o que viu.








Anotações de Dipe após seu dia de treinamento :












_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 
1a História Solo - Dipe
Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» As belas histórias dos PAPAS! (Santos Padres)
» A história do Papado - O que está por trás...
» Histórico do Estado do Rio de Janeiro
» A Verdadeira História de Jesus Cristo - Contestado!
» Livro: Flavio Josefo – História dos Hebreus

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
 :: Histórias solo :: Dipe-
Ir para: